"Solidão
O silêncio das estrelas, a ilusão.
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
como um Deus e amanheço mortal."
O silêncio das estrelas, a ilusão.
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
como um Deus e amanheço mortal."
Me sinto só...
Procurando algo palpável em que me agarrar para manter a postura ereta, os pés no chão, a cabeça erguida. Para assim manter reunidas as forças e conseguir seguir em frente.
Dias nublados funcionam-me como momentos de calmaria, introspecção e reflexão, em que o sentimento de vazio invade meu coração tão frágil e sem rumo que vaga por essas frias ruas.
Tento não transparecer o sentimento enquanto meus passos seguem pela molhada calçada. Enquanto isso ouço ao longe exclamações que passam tanta certeza quando dizem que "ninguém está realmente sozinho", que até me sinto mal por sentir o oposto. Mas eles não entendem que só meu peito sabe o quanto é difícil acreditar, pois logo alí está a certeza de que no fim serei eu comigo mesma. E não, ninguém estará do meu lado nessa hora, ninguém poderá seguir as marcas dos passos que a chuva escondeu.
Me sinto então egoísta, vivendo dentro desta transparente redoma que não permite um simples toque na verdadeira pele que me foi concedida. Esta carapaça que me envolve se torna mais grossa e impenetrável a cada ano, a cada estação, a cada momento de solidão, a cada dia nublado que me corta o coração.
Queria eu poder sentir a face inexplicável da plenitude, a calmaria de um coração limpo, a expansão de si em unidade com o todo. Desta forma quem sabe dias nublados teriam então outra razão de ser e a solidão que me invade seria substituída pela felicidade de sentir-se em união.





1 comentários:
Não tão só que não possa ouvir um oi, ainda que "distante" (uma vez que na vedade está sendo "lido"), de alguém que lhe quer muito bem!
OI!
=o)
Saudades, "loira"! E que ainda continua senda a Linda prenda dos Pampas sulinos!
Grande beijo, guria!
Do amigo... (Um tanto distante/ausente, mas aí!)
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