
"Não se afobe, não
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar"
Às vezes nos deixamos envolver por emoções que nos fazem crer por um período de tempo em uma determinada coisa, e logo que somos deixados por essa mesma emoção, percebemos o engano que estávamos mergulhados. O que é triste no primeiro momento, mais tarde se apresenta como uma oportunidade de mudança.
Óbvio, muitos pensam.
Mas o tal óbvio se apresenta de uma maneira diferente quando somos nós que o sentimos.
Costumo usar muito a palavra tempestade, furacão, tufão, e outros substantivos do gênero para descrever o momento que me encontro há um certo tempo. Bagunça total. É difícil quando a realidade se apresenta de uma maneira diferente àquela dentro da nossa cabeça. A mente nega, foge, esperneia e tenta a qualquer custo se manter em seu trono confortável onde tudo é perfeição. Doce ilusão.
Tenho também que admitir que dramatizar sempre foi uma especialidade minha. Olhar o mundo pelo lado romântico muitas vezes é saída, mas também é prisão. Nos envolvermos em sentimentos que estão pairando pelo ar, nos permitirmos cair de cabeça em toda e qualquer emoção que se apresenta tem seus riscos. Às vezes, envolvidos pelo momento, esquecemos princípios e objetivos que antes nos moviam e que um dia foram muito importantes.
É preciso encarar a vida com equilíbrio, pesando na balança razão e emoção. Chega uma hora na nossa vida que é preciso botar as coisas na prática, e não apenas guarda-las para depois.
Que seja esse o meu momento, de plantar a semente que quero colher mais na frente.
Já consigo ver a direção por entre os escombros.
Talvez eu vá colhe-lo somente mais na frente.
“Ele pode esperar em silêncio"
Milênios, viu Tamiris? rs




1 comentários:
milênios? preciso pra já, de preferência pro dia 19.
e foda-se o tempo.
=P
tô precisando ver Amélie Poulain pra ficar sentimental denovo.
hhahahahahhaa
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