
Sentada
As pernas cruzadas no sofá
Distraída
Deixo a amortecida mente comandar
Um vento fresco entra pela porta
E conforta momentaneamente
Mas logo que vai embora janela afora
Como por acidente
Volto a lembrar incessantemente
Se pudesse, doce vento
Se fosse possível levar-me contigo
Por onde anda meu pensamento
Ah meu amigo,
Não seriam apenas miragens
Simples imaginação
Leve-lhe uma mensagem então
Que traduza o meu querer
E a aflição devore
Vai logo, não demore
Pegue-o entre passos distraídos
Escore-o ao chegar sedento
Sussurra-lhe então contido
Traduza o sentimento
Ao pé do ouvido
Retruca
Arrepia-lhe a nuca
Faça-o esboçar um meio sorriso
E não vá esquecer de
Esquecer de ter juízo
E quando enfim terminar
Torne então a se dispersar
Mas retorne para me contar




7 comentários:
Achei dignérrimo.
*.*
Só tá melhorando.
adorei, Carmim! passou ritmo, diversos sentimentos e o efeito das rimas foi ótimo!
:**
Puts!
Eu fui lendo, descendo por cada linha e ficando com cara de idiota(mais ainda).
Esse ficou perfeito - íncrivel.
O jeito que tu brincou com a rima -
O ritimo que tu impôs - o tema que tu abordou.
Como eu disse uma vez - se não me engano - tua forma de enriquecer os detalhes me lembra muito Bukowski!
Cara, amei - amei - e já estava com saudades - vê se não o largue assim por tanto tempo.Eu sinto falta!
Beijos!
Combinou totalmente com a musiquinha que toca na playlist!
Extremamente ritmado! Pra mim, pareceu muito mais do q algo escritou, pareceu algo contado ou cantado, não sei =)
muito bom.
E interessante ver como vc consegue transformar coisas banais (que nao deveriam ser) do cotidiano em rimas, versos e poesia.
shhhh shhhhhh
Muito bom.
Moral.
to retornando pra contar...
belo e despretensioso este seu poem.
baci
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