domingo, 19 de abril de 2009

.O Adeus.

COM ESTA POSTAGEM ENCERRO MAIS UM CICLO E FINALIZO OS TRABALHOS DESTE BLOG. UMA NOVA FASE SE INICIA E EM BREVE TRAGO NOVIDADES.


Recolho os sonhos espalhados pelos cantos, junto-os em uma mochila velha. A mala de trapos na mão esquerda leva saudade premeditada e esperança. Desancoro o barco do cais com os olhos marejados, pendendo entre o porto, antes meu abrigo, e o infinito oceano que me aguarda. É hora de ir, seguir meu caminho rumo as estrelas.
Sabia que assim seria, que a hora chegaria. Sou loba do mar solitária, navegando por entre portos que um dia verei por detrás dos ombros, enquanto levo em meu corpo as fundas marcas de cada refúgio passado. A que chega nunca é a mesma que vai embora, por cada porto deixo pedaços do que fui e levo outros do que me tornei: uma colcha de retalhos.
Deixo-te uma rosa, meu amor. Uma pequena e delicada parte do meu ser, para lembrar-se do que um dia fomos e manter viva a esperança do reencontro. A vida é uma caixa de surpresas, levo comigo a incerteza de se nossos caminhos voltarão a se cruzar em um porto futuro. Prometa-me escrever sempre que puder, que eu prometo guardar-te em um dos cantos do meu coração.
Fecho os olhos enquanto o vento bate forte no rosto e espalha as lágrimas cristalinas pelo ar. Respiro fundo e retiro coragem do peito para olhar uma última vez para a praia. Permito sentir-me triste só por hoje, amanhã não mais.

Adeus.

6 comentários:

Cazú disse...

Isso ficaria mais lindo ainda, posto num papel de pão, deixado embaixo do copo d’água, que repousa sob a cabeceira da cama.

Engraçado, que ainda que com algumas modificações – nossas histórias se assemelham em atitudes, e de certa forma, até mesmo lugares.

Nesse caso – é uma despedida possivelmente temporária – creio.
Despedir-se é sempre foda – mas acredite: Não se despedir as vezes é pior – no meu caso, foi um estigma que eu criei, e mesmo recebendo o suposto perdão, eu trago comigo essa culpa até hoje.

Olha, teus dois ultimo textos, esse, e o penúltimo – mexeram muito comigo - (Não tens esse direito rs).

E sobre a notificação que tu pôs no topo do texto – deu um ar propaganda da hellmans!

Aguarde...
Hehehe(Por um pouquinho de humor, porque eu fiquei meio depressivo)

Cara, me perdoa pela minha falta nesse tempo.Não, não foi a namoradinha!

Amo ler tuas coisas – e prometo não me afastar mais – eu juro!

Beijos!
E até à vista!

Roberta Albano disse...

Ahhh como eu sou boba! Sou atingida tão intensamente pelas emoções que nem me pertencem! Suas emoções que descreve transformando em texto.
Ou talvez doa tanto porque acho que trata de um sentimento que todos compartilhamos, mesmo com diferentes formas. E é algo que realmente faz sofrer mas necessário para mudar o rumo, e a superação virá.
Muito bonito o texto. Não perde a beleza na tristeza

E estou com preguiã de revisar o que comentei, se tiver erros, é só fingir que não leu :P

Atreus disse...

"Um poeta ja falou vendo o homem e seu caminho, o lar do passarinho eh o ar e nao o ninho."

Sinto que vem do fundo.Daquele lugar que vc, eu, nos insistimos tanto em chamar de coracao,esse (in)util orgao que bombeia magoas e dores (de coracao)aorta abaixo.

Fofo.Ingenuo,assim como toda despedida.Forte.Triste como toda partida.

bisou bisou do gordao nerd fedorento na cama.

Roberta Albano disse...

Espero que passe.
Não que eu ache que os sentimentos ruins nao devam existir, mas porque vivemos para tê-los e superá-los ^^

Rerlyn Le Fay disse...

Minha querida, muito grata pela bela caminhada ao meu singelo blog...
Passeio rapidamente agora pelo teu e só me aqueço em tuas palavras rasgantes e intensas...Grata por tamanho deleite!
Bênçãos a ti e a tua sensibilidade de Loba!
Passarei mais vezes no outro blog, visto q fala tanto da minha amada Clarissa...Ah Clarissa...
Abraço de luz!

Thiers R > disse...

Um pássaro olhou e da penugem verde o mar se fez.
Em vertigem vi qdo o barco embriagado pelo mar abanava o lenço, sempre torto, sempre trêmulo, sempre macio.


lindo em sua textura.

mille baci